Nos Primórdios da Manipulação Digital de Imagens

Era 1992, e o nosso primeiro desktop chega em casa… Os primeiros experimentos foram feitos com mouse e Paintbrush (hoje apenas Paint). Logo em seguida, com a percepção pelo interesse em softwares gráficos, o pacote Corel foi instalado.

Não havia bancos de imagens, era preciso comprar CDs com fotos para usarmos em nossos trabalhos… ou produzíamos as fotos nós mesmos…

CD de Fotos da Corel

Outra questão era o scanner… os de boa resolução eram muito caros, então se terceirizava o serviço. As imagens eram então, gravadas em múltiplos disquetes (em torno de 20), usando uma ferramenta de compactação denominada ARJ que para utiliza-la era preciso entrar no MS-DOS. O que acontecia, com uma frequência indesejada, era dar algum problema em um dos disquetes que compunham o arquivo compactado e então perdia-se a imagem. Por isso era comum gravarmos duas vezes, o que nos fazia andar com vários disquetes na bolsa…

Disquetes coloridos MS-DOS

O Corel PhotoPaint se mostrava um bom editor de imagens, pois permitia ver com zoom os pixels da imagem. Mas, não era totalmente eficaz, o que fazia ter que alternar entre ele e o Aldus PhotoStyler a cada passo. O Aldus era um excelente software de manipulação de imagens, com muitas ferramentas úteis, mas não tinha a precisão do Corel PhotoPaint.

Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 1994, o Aldus PhotoStyler foi comprado pela Adobe para incrementar o Photoshop que até então só funcionava em MAC. A primeira versão do Adobe Photoshop a que tive acesso (3.0), trouxe as inovadoras Camadas (layers)!!! Agora sim, tratar e manipular fotos já não dependia de mais de um software e o Corel Photo Paint foi completamente abandonado…

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